27 out 2017

O Estado de S.Paulo

24 Outubro 2017 | 09h38

Medida mais eficaz contra a doença é a vacinação

1. Como a febre amarela é transmitida?

Pela picada de mosquitos portadores do vírus de febre amarela. Em regiões de campo e floresta, o principal mosquito transmissor é o Haemagogus. O vírus também pode ser transmitido pelo Aedes aegypti, na forma urbana da doença. Casos de transmissão urbana, no entanto, não são registrados no País desde 1942.

2. A febre amarela é transmitida de pessoa para pessoa?

Não.

3. Qual é o papel de primatas na transmissão?

Primatas podem se contaminar com o vírus, exercendo também o papel de hospedeiros. Se picados, os animais transmitem o vírus para o mosquito, aumentando, assim, as chances de propagação da doença.

4. Quais sintomas provocados pela febre amarela?

A febre amarela é classificada como uma doença infecciosa grave. Ela provoca calafrios, dor de cabeça, dores nas costas e no corpo, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Os primeiros sintomas aparecem de 3 a 6 dias depois da infecção.

5. Como a doença evolui? 

Para maior parte dos pacientes, os sintomas vão perdendo a intensidade a partir do 3º ou 4º dia da infecção. Em alguns casos, no entanto, a doença entra em sua fase considerada tóxica.

6. O que ocorre nos casos graves?

Cerca de 10% dos pacientes desenvolvem a forma grave da doença. Ela geralmente ocorre depois de um período breve de melhora dos primeiros sintomas da doença. A febre reaparece, há hemorragias, insuficiência hepática, insuficiência renal. Um dos sintomas é a coloração amarelada da pele e do branco dos olhos. Também não é incomum pacientes apresentarem vômito com sangue, um sintoma da hemorragia. Cerca de 50% dos pacientes que desenvolvem a forma grave da doença morrem num período entre 10 e 14 dias.

7. Qual é o tratamento para a doença?

Não há um tratamento específico para febre amarela. A medida mais eficaz é a vacinação, para evitar a contaminação da doença.

8. A vacina deve ser tomada por toda a população?

É recomendada para pessoas de áreas de risco em 19 Estados. De forma temporária, a recomendação foi estendida a cidades do Rio, Espírito Santo, São Paulo e Bahia. Na capital paulista, a dose está sendo recomendada para quem vive ou frequenta a zona norte. A prioridade imediata é para quem vive na região do Horto.

9.Já sou vacinado. Preciso repetir a dose?

Não. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, estudos mostram que uma só aplicação é capaz de dar imunidade por toda a vida. O Brasil era o único país a adotar ainda o esquema vacinal em duas doses.

10. Quais são as reações possíveis à vacina?

Os efeitos colaterais graves são raros. Mas 5% da população pode desenvolver sintomas como febre, dor de cabeça e dor muscular de 5 a 10 dias. É infrequente a ocorrência de reações no local da aplicação.

11. Quem tem maior risco de evento adverso relacionado à vacina da febre amarela?

Crianças menores de 6 meses, idosos, gestantes, imunodeprimidos, mulheres que estão amamentando e pessoas com alergia grave à proteína do ovo.

Link para a matéria: http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,tire-suas-duvidas-sobre-a-febre-amarela,70002058136

 

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04 out 2017

A vacina contra Sarampo deve ser realizada aos 12 meses de vida, devendo ser feita uma segunda dose entre 15 e 24 meses de vida, sendo considerado vacinado, o indivíduo que receber 2 doses da vacina ao longo da vida. A vacina que protege contra o Sarampo, protege contra mais 2 doenças, a Caxumba e a Rubéola.

Estamos na Primavera, estação onde existe aumento dos casos de Catapora, verifique se sua vacinação está em dia, consulte-nos para maiores informações.

Europa registra quase 15 mil casos de sarampo entre janeiro de 2016 e julho

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou no dia 22 de setembro mais um boletim epidemiológico (íntegra aqui) sobre a epidemia de sarampo que atinge a Europa. De acordo com o órgão, de janeiro de 2016 ao fim de julho deste ano, foram confirmados 14.591 casos no continente. Desses, 64% (9.386) aconteceram em 2017.

Entre os 42 países que reportaram episódios, a Itália e a Romênia, com 4.524 e 4.276 infectados, respectivamente, foram os mais afetados. Apesar de os números serem semelhantes, a distribuição temporal é distinta. Ao passo que na Romênia os registros caíram em relação a 2016, na Itália houve mais de 300% de aumento. Alemanha, Bélgica, Bulgária, Espanha, França, República Tchca, Tadjiquistão e Ucrânia também registraram alta expressiva.

Paralelamente, foram confirmados nas Américas — região declarada livre de sarampo há cerca de 1 ano —167 casos importados ou com origem desconhecida:  Estados Unidos (119), Canadá (45) e Argentina (3). Além disso, há mais 84 casos suspeitos em investigação na Venezuela.

O relatório é mais um demonstrativo da alta capacidade de disseminação do sarampo e do risco de reintrodução do vírus no Brasil se viajantes contaminados entrarem em contato com pessoas não imunizadas, como ocorreu no Ceará 2014 e 2015 (https://sbim.org.br/noticias/488-encerrado-surto-de-sarampo-no-ceara).

Diante do fato, a SBIm reforça que é fundamental manter a caderneta em dia e que as pessoas que não têm a vacinação documentado ou certeza se completaram o esquema devem se imunizar. Não há perigo em tomar uma mesma vacina mais de uma vez.

Fonte: Site SBim: https://sbim.org.br/noticias/798-europa-registra-quase-15-mil-casos-de-sarampo-entre-janeiro-de-2016-e-julho

Publicado: 27 Setembro 2017
Última Atualização: 27 Setembro 2017

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