22 nov 2019
sarampo

A falta de informação e infestação de fake news continua mostrando seus danos a saúde da população. Devido a esse cenário, os jovens estão deixando de lado a vacinação, dando mais força para o surto de Sarampo que o país está enfrentando.

 

Ministério da Saúde estima que o surto de sarampo levará, pelo menos, entre seis a oito meses para ser contornado

A cada dez casos confirmados de sarampo no Brasil, três foram em jovens na faixa de 20 a 29 anos. Nos últimos 90 dias de surto ativo, essa faixa etária foi a mais acometida pela doença, com 1.729 casos, concentrando 30,6% das confirmações.

 

Por ser o mais afetado, o grupo é o foco da segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra o sarampo que começou nesta segunda-feira (18), em todo o País.

Na primeira fase, a campanha focou a vacinação de crianças de 6 meses a 4 anos, que têm mais riscos de complicações — seis bebês com menos de 1 ano morreram de sarampo neste ano. Agora, o foco é o grupo com maior incidência da doença e mais desprotegido.

 

O Ministério da Saúde estima que 9,4 milhões de pessoas de 20 a 29 anos não estejam imunizadas ou tenham tomado só uma dose — são necessárias duas.

O infectologista Celso Granato, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que um dos motivos para a faixa de 20 a 29 anos estar mais suscetível à doença é que a maioria só se vacinou uma vez. “O Brasil demorou a introduzir a segunda dose na caderneta de vacinação. Nos anos 90, ficou claro que era necessário aplicar a segunda dose. Só que esse protocolo só passou a ser adotado em 2004.”

 

A estimativa do Ministério é de que o surto de sarampo levará, pelo menos, entre seis a oito meses para ser contornado. Nos últimos 90 dias, foram registrados 5.660 casos da doença, com 6 mortes. Os registros estão espalhados por 18 Estados, mas a maioria ocorreu em São Paulo.

 

Desafio

Entre junho e agosto, foi realizada na capital paulista uma campanha focada em jovens de 15 a 29 anos, que foi ampliada para outras cidades da Grande São Paulo. Solange Saboia, da Coordenadoria de Vigilância em Saúde, órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde, diz que convencer esse público a se vacinar é um desafio. “Conseguimos vacinar 44% dessa população, apesar dos esforços. As fake news estão atrapalhando e há jovens que desconhecem a doença.” Para a nova mobilização, a estratégia vai ser imunizar em universidades, escolas e empresas.

 

O instalador de ar-condicionado Davi Richard Souza, de 21 anos, só se vacinou depois de ter sido alertado pela mãe. “Foi tranquilo, não deu efeito nenhum. Agora sei que estou protegido”, disse Souza, morador de Sorocaba, município com 46 casos confirmados. As reações adversas da imunização são raras e mesmo quem perdeu o cartão e não sabe se tomou as duas doses pode se vacinar. Diretora do Programa Estadual de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde, Núbia de Araújo diz que os jovens devem ir aos postos para verificar se é necessário completar o esquema vacinal. “Esses jovens não viram o sarampo e não conseguem valorizar a vacina. A eficácia é de 95%, é uma vacina excelente, mas uma dose não é suficiente (para proteger).”

 

Fonte: https://exame.abril.com.br/brasil/nove-milhoes-de-jovens-ainda-nao-tem-protecao-contra-o-sarampo/

Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail
19 nov 2019
Herpes zóster

Apesar da gravidade das Herpes-Zóster, há muitas dúvidas em relação à essa doença, que também é conhecida como “cobreiro”. Causada pelo mesmo vírus que da varicela, a diferença entre as duas é que a varicela ocorre com mais frequência em crianças, já a herpes zóster atinge mais idosos. Para entender melhor continue lendo esta matéria.

Herpes zóster (HZ) é uma reativação do Vírus da Varicela Zóster (VZV) latente (o mesmo que causa a catapora), sendo primariamente uma doença de idosos e pessoas imunossuprimidas. Um estudo populacional conduzido no Condado de Olmsted, nos Estados Unidos (EUA), relatou alguns dados importantes sobre a doença.

1) O risco de HZ aumenta com a idade: de 4,7% em pessoas na faixa de 50 a 59 anos de idade a 12% em pessoas com idade igual ou superior a 80 anos de idade.

2) As complicações, principalmente neuralgia pós-herpética (PHN, definida como dor que dura mais de 90 dias desde o início da erupção cutânea HZ), também aumentam com a idade: de 5,41% na faixa entre 50 a 59 anos de idade a 20,32% em idosos com 80 anos de idade ou mais.

Incidência de herpes zóster

Vários estudos mostraram que a incidência da doença aumentou em muitos países, como por exemplo, Austrália, Canadá, Japão e os Estados Unidos. Esse crescimento ocorre pelos seguintes fatores: envelhecimento da população e consequente aumento das doenças crônicas, da prevalência de imunossupressão na população idosa e imunossupressão causada por estresse e depressão a longo prazo.

A tendência global de envelhecimento das populações apresenta um desafio para os recursos de saúde, especialmente em relação às doenças que impactam os idosos, como é o caso da Herpes Zóster. O Instituto Nacional do Envelhecimento estima que em 2030 o mundo provavelmente terá mais de 1 bilhão de pessoas idosas (maiores de 65 anos).

Nesse contexto, foi publicado na BMJ Geritriacs um estudo para estimar o potencial de incidência de herpes zóster ao longo do tempo, levando em consideração as tendências de incidência da doença e envelhecimento global. O documento foi concentrado em três países (Estados Unidos, o Japão e a Austrália) os quais projetaram os casos incidentes de HZ até 2030, na faixa etária maior de 65 anos. Os autores concluíram que o índice de afetados pelo problema deve crescer de 2,35 a 3,74% por ano até 2030.

Como prevenir a herpes zóster?

Aprovada pela Anvisa em 2014, a vacina pode ser administrada mesmo que o paciente já tenha tido um episódio de herpes na vida; está licenciada para pessoas com 50 anos ou mais e é recomendada como rotina para maiores 60 anos de idade.

Dentre as contraindicações temos:

  • Pessoas imunodeprimidas;
  • Alergia grave (anafilaxia) a algum dos componentes da vacina;
  • Pessoas com tuberculose ativa não tratada;
  • Gestantes.

 

Fontes: https://pebmed.com.br/casos-de-herpes-zoster-devem-aumentar-nos-proximos-anos-como-prevenir/

https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/herpes-zoster/97/

Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail
13 nov 2019
desinformação sobre vacinas

Atualmente muito ouvimos falar referente às fake news, informações falsas que são divulgadas como verdadeiras e que geram muita confusão em diversos assuntos. Apesar de parecer um termo novo, ele já existe há muito tempo, mas somente agora com a propagação do uso das redes sociais e aplicativos que essa expressão ganhou força e se destacou.

Apesar de não parecer, a divulgação de fake news está acompanhada de graves consequências em diversos casos, um exemplo que podemos acompanhar de perto é o retorno de doenças que estavam erradicadas, resultado da baixa cobertura vacinal que o país está passando no momento. Isso se torna um ciclo difícil de ser combatido, a partir do momento em que se recebe uma fake news, quase que automaticamente a pessoa repassa esse conteúdo sem verificar a veracidade das informações contidas, e assim compartilha informações falsas e aumenta o alcance desse tipo de mensagem.

 

Para poder ter uma melhor noção deste cenário, um novo estudo foi solicitado pela Avaaz e pela SBIm, e o resultado foi preocupante.

 

Segundo pesquisa, de cada dez pessoas entrevistadas, sete disseram que acreditaram em pelo menos uma notícia falsa sobre vacina.

Qual o alcance de uma mentira? Com que velocidade ela se espalha? Que efeitos pode ter? Quem foi pesquisar sobre isso ficou preocupado. Não é exagero nenhum a gente falar que existe uma epidemia de desinformação no Brasil sobre vacinas. E essa epidemia está afetando as taxas de vacinação brasileiras.

A Avaaz, uma ONG de mobilização social, e a Sociedade Brasileira de Imunizações encomendaram ao Ibope uma pesquisa que trouxe os seguintes números: de cada dez pessoas entrevistadas, sete disseram que acreditaram em pelo menos uma notícia falsa sobre vacina.

Segundo o estudo, 57% dos que não se vacinaram citaram um motivo relacionado à desinformação, e 48% dos entrevistados falaram que têm redes sociais e aplicativos como uma das principais fontes de informação sobre vacina.

 

Fonte: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2019/11/10/brasil-sofre-com-epidemia-de-desinformacao-sobre-vacinas-revela-estudo-inedito.ghtml

https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/curiosidades/fake-news.htm

Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail