31 mar 2020
saúde mental

O mundo está passando por um momento delicado em meio a pandemia de coronavírus. São muitas informações e mudanças acontecendo de forma rápida e inesperada. O isolamento social, a incerteza dos próximos dias… é necessário nos cuidarmos para que essa situação não cause danos graves ao nosso mental e psicológico.

O momento de crise, e quarentena, está fazendo muito mal para você?

Além dos cuidados com a saúde física, como a importante higienização correta das mãos, não se pode esquecer que o nosso emocional também fica abalado com o distanciamento social, necessário para pausar a pandemia do covid-19. A overdose de informações, entre elas as fake news, causam ansiedade. O medo e a incerteza do momento prejudicam a saúde mental, isso é fato. Então, mais do que nunca, é momento de se cuidar. Mas como?

Faça atividades físicas

Se você já praticava, mas agora não pode ir à academia, não abandone os exercícios. Ou você que não é tão fã de esportes, que tal começar a se exercitar também? É importante para o seu corpo e sua mente: atividades físicas auxiliam na produção de endorfina, que ajuda no equilíbrio das emoções. Vale caminhada no quintal, esteira dentro de casa, pular corda no jardim, subir escadas. Improvise!

Mantenha o contato (virtual)

Mate a saudade com a tecnologia: abuse e use das vídeo-chamadas para colocar o papo em dia com quem você gosta. Fale de outras coisas além da pandemia, relembre bons momentos, faça planos. Amor e boas risadas sempre são ótimos remédios.

Use o tempo para colocar o estudo em dia 

Sabe aquele assunto que você tem mais dificuldade? Ou alguma aula que você perdeu e acabou deixando passar? Retome e aproveite esse tempo a mais para colocar em dia. Isso vai te dar uma sensação boa, de satisfação, além de trazer bons resultados no futuro.

Fazer cursos pela internet também é ótima ideia nesse período. Confira a lista que selecionamos de cursos online gratuitos para fazer durante a quarentena.

Leia também: Hepatites Virais #TenhaMedodaDoençaeNãodaVacina

Coloque lazer na sua rotina

A gente fala muito de se adaptar e manter uma nova rotina de trabalho e estudo durante a quarentena, o que é de grande importância. Mas lembre-se de pensar no entretenimento também: depois que terminar suas tarefas do dia, não fique só esperando o tempo passar, reclamando do tédio. Que tal assistir àquele filme que te traz uma sensação boa de nostalgia? Ou fazer uma noite de jogos com os familiares ou amigos que moram com você?

Nesses dias, é importante se cuidar mais ainda, seja com uma boa dose de diversão, ou com exercícios de meditação e ioga. Faça o que você mais gosta (dentro de casa).

Atenção!

A preocupação faz parte do momento, mas como reconhecer que esse momento de crise está fazendo muito mal para o seu cérebro? Para responder, Saulo Nader, neurologista do hospital Albert Einstein, e a psiquiatra Maria Fernanda Caliani da clínica Neurologia e Psiquiatria fizeram uma lista de situações que podem estar acontecendo com você:

  • Preocupação excessiva e desproporcional com o tema;
    • Necessidade de ficar checando diversas vezes estatísticas e notícias sobre o assunto, de forma incessante;
    • Pensamentos repetitivos e intrusivos sobre isso a todo momento. Toda hora se pega pensando sobre a chance de infecção em você ou alguém de sua família;
    • Medo exagerado. Sensação de aperto no peito, angústia ou ansiedade de ter contato com o tema e as notícias sobre o assunto;
    • Rigidez excessiva nas medidas de prevenção. Incômodo excessivo em pensar que mãos ou partes do corpo podem estar contaminadas, levando a comportamentos repetitivos e exaustivos de lavagem de mãos ou partes do corpo;
    • Aparecimento de sintomas como tristeza sem motivo aparente, perda de interesse em coisas que antes davam muita satisfação, queda na energia para realizar tarefas, ansiedade alta durante atividades do dia a dia, alterações no sono (ou insônia ou sonolência demais), alteração de apetite (aumento ou perda), crises de angústia, dificuldade em controlar as emoções, irritabilidade excessiva, intolerância e impaciência excessivas, entre outros.

Caso você não consiga lidar sozinho com a situação, procure ajuda médica. Muitos psicólogos estão com iniciativas online para ajudar a sociedade neste momento. Peça ajuda!

 

 

Fonte: GuiaDoEstudante

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16 mar 2020
hepatites virais

A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus ou pelo uso de determinados remédios, além do consumo de álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. Em alguns casos, são doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas.

As hepatites virais são as mais comuns, causadas por vírus que são classificados por letras do alfabeto em A, B, C, D (Delta) e E.

Formas de transmissão:

  • Contágio fecal-oral: condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos (hepatite A e E);
  • Transmissão por contato com sangue, por meio de compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam (vírus B, C e D);
  • Transmissão vertical: pode ocorrer durante a gravidez e o parto.

Sintomas mais comuns da hepatite A e B:

  • Dor ou desconforto abdominal
  • Dor muscular
  • Fadiga
  • Náusea e vômitos
  • Perda de apetite
  • Febre
  • Urina escura
  • Amarelamento da pele e olhos
    a

Sintomas mais comuns da hepatite C:

  • Dor ou inchaço abdominal
  • Fadiga
  • Náusea e vômitos
  • Perda de apetite
  • Febre
  • Urina escura
  • Coceira
  • Amarelamento da pele e olhos
  • Sangramento no esôfago ou no estômago

Como se prevenir?

A vacinação é o meio mais eficaz de proteção, atualmente estão disponíveis três vacinas que protegem contra hepatite:

  1. Hepatite A+B: Infecções do fígado (hepatites) causadas pelos vírus da hepatite A e hepatite B.

Quem deve tomar?

Crianças a partir dos 12 meses, adolescentes e adultos. É uma boa opção para pessoas que não foram vacinadas contra as duas hepatites.

  1. Hepatite A: É composta por antígeno do vírus da hepatite A.

Quem deve tomar?

Todas as pessoas a partir de 12 meses de vida.

  1. Hepatite B: É composta por proteína de superfície do vírus da hepatite B

Quem deve tomar?

Para pessoas de todas as faixas etárias. Faz parte da rotina de vacinação das crianças, devendo ser aplicada, de preferência, nas primeiras 12-24 horas após o nascimento, para prevenir hepatite crônica – forma que acomete 90% dos bebês contaminados ao nascer.

Especialmente indicada para gestantes não vacinadas.

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24 fev 2020
meningites

Conhece o meningococo? 

O meningococo é uma bactéria que pode causar meningite e septicemia, duas infecções graves. Os sintomas mais comuns são: febre alta e repentina, dor de cabeça intensa, rigidez do pescoço, vômitos e em alguns casos sensibilidade à luz (fotofobia) e confusão mental. Além desses sintomas, também pode acarretar cegueira, surdez, problemas neurológicos e amputação de membros.  Quando alojado na corrente sanguínea o meningococo é ainda mais agressivo, sendo letal em 7 a cada 10 pacientes.

Existem cinco tipos mais comuns no mundo, sendo eles: A, B, C, W e Y.

O que é meningite?

É a inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal e pode ser causada por diversos agentes, a forma mais comum da doença é a meningite viral, para as meningites virais não existe vacina. Já as formas mais graves da doença são derivadas de bactérias que podem levar pacientes a óbito em até 24 horas.

O que é septicemia meningocócica?

Acontece quando a meningocócica se aloja na corrente sanguínea e se multiplica danificando a parede dos vasos sanguíneos e causando sangramento na pele e órgãos.

No Brasil o tipo C é o responsável pelo maior número de infecções, porém desde 2010 quando a vacina passou a ser oferecida no serviço público para menores de 5 anos, o percentual de registros por meningite C passou de 70% para 59% em maiores de 5 anos. Com a redução do tipo C o tipo B ganhou força e passou a ser o segundo mais frequente, em menores de 5 anos é responsável por 60% dos casos.

Na América latina o tipo W também tem muita força, na argentina, por exemplo, é o agente causador de mais de 50% dos casos de meningite meningocócica. Próximo à Argentina, em Santa Catarina o tipo W é o responsável por 43% dos tipos.

Essas bactérias são transmitidas de pessoa para pessoa através de gotículas de secreção respiratória e de garganta de portadores (muitas vezes assintomáticos). Beijos, espirros, tosses e o compartilhamento de objetos são meios de fácil transmissão e contaminação.

Atualmente existem no Brasil três vacinas contra o meningococo, são elas: Meningite C que está disponível no serviço publico, Meningocócica ACWY e Meningocócica B, ambas disponíveis somente no serviço privado. São recomendadas na rotina de vacinação infantil a partir dos 2 ou 3 meses e para portadoras de algumas doenças crônicas, independentemente da idade, com recomendação médica.

 

Fonte: https://familia.sbim.org.br/vacinas/vacinas-disponiveis/vacina-meningococica-b

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18 fev 2020
carnaval com saúde

Chegou a época mais esperada do ano por muitos brasileiros, o Carnaval! São dias de comemoração e no meio dos festejos muitas pessoas acabam se esquecendo do principal: a saúde. É preciso se lembrar que para aproveitar as festividades é preciso estar com a saúde em dia.

 

Para curtir o carnaval com saúde é preciso estar atento à alimentação, ter cuidados com a pele e se proteger das doenças sexualmente transmissíveis.

O excesso de álcool e de sol e as noites mal dormidas podem trazer consequências graves para a saúde, como insolação, inflamação do fígado, desidratação, vômitos frequentes e desmaios. Assim, para evitar esses problemas e aproveitar ao máximo os dias de festa, veja a seguir 10 dicas para aproveitar o carnaval com saúde.

 

1. Usar preservativo em todas as relações

Usar preservativo em todas as relações íntimas é a melhor forma de prevenir uma gravidez indesejada e evitar doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis, herpes genital e AIDS.

Além disso, é importante lembrar que a pílula do dia seguinte não deve ser usada constantemente, especialmente no carnaval, pois ela contém uma grande quantidade de hormônios que juntamente com o excesso de álcool podem prejudicar o organismo.

 

2. Evitar beijar na boca de pessoas desconhecidas

O beijo pode transmitir doenças como herpes labial, candidíase, mononucleose, cárie e gengivite, que uma inflamação nas gengivas que causa dor e sangramento.

É importante lembrar que as chances de pegar doenças através beijo são ainda maiores quando existem feridas na boca, pois a entrada de vírus e bactérias fica mais fácil através da ferida, sendo possível transmitir até o vírus da AIDS.

 

3. Beber bastante água

Beber bastante água vai ajudar o corpo a se manter hidratado, evitando ressecamento e queimaduras na pele, insolação, mal estar, tonturas e ressaca, pois a água ajuda a eliminar o álcool do organismo.

Além da água, também deve-se ingerir líquidos nutritivos e que reponham vitaminas e minerais no corpo, como sucos naturais, vitaminas, água de coco e bebidas isotônicas.

 

4. Evitar ficar exposto diretamente ao sol

O excesso de sol causa desidratação, queimaduras na pele e piora os sintomas da ressaca. Assim, deve-se evitar ficar exposto ao sol, principalmente entre 10h e 16h, e sempre usar óculos escuros, chapéus e protetor solar, que deve ser reaplicado a cada 2 horas.

 

5. Usar protetor solar próprio para os lábios e para os cabelos

Excesso de sol e de álcool causa desidratação, que também provoca ressecamento dos lábios e dos cabelos, sendo, por isso, importante usar protetor solar labial e cremes protetores térmicos para os cabelos, que também devem ser reaplicados ao longo do dia a cada 2 ou 3 horas.

 

6. Comer de 3 em 3 horas

Comer a cada 3 horas ajuda a manter a energia do corpo e repõe vitaminas e minerais que são gastos para eliminar o álcool do organismo.

Fazer pequenos lanches com frutas frescas, vitaminas, sanduíches ou bolachas ajuda a manter o corpo bem nutrido e preparado para aproveitar os dias de festa.

 

7. Usar roupas leves e sapatos confortáveis

Deve-se usar roupas leves e sapatos confortáveis para evitar o excesso de calor e a formação de calos e bolhas nos pés. Como normalmente fica-se muito tempo de pé durante o carnaval, o ideal é usar um tênis confortável com meia, e massagear os dedos e os pés no fim da noite ou no início da manhã.

 

8. Não exagerar nos comprimidos e bebidas energéticas

Os comprimidos e bebidas energéticas são ricos em cafeína, substância que pode causar insônia e atrapalhar o descanso do corpo para enfrentar um novo dia de festa.

Além disso, tomar cafeína juntamente com bebidas alcoólicas pode causar arritmias e palpitações cardíacas, e piorar os sintomas de queimação no estômago e gastrite.

 

9. Estar com as vacinas em dia

Manter as vacinas em dia é importante porque durante o carnaval, é comum acontecerem acidentes com garrafas de vidro ou objetos de metal quebrados na rua, que são fontes da bactéria do tétano. Além disso, a presença de turistas e aglomerações de pessoas facilitam a transmissão de doenças como viroses e sarampo, que podem ser evitar com a vacinação.

As vacinas recomendadas são: Tríplice Viral, Hepatite A+B, HPV, Meningite ACWY, Varicela, Sarampo e Febre amarela.

 

10. Dormir bem

Apesar de dormir não ser uma prioridade no carnaval, deve-se tentar descansar pelo menos 7h ou 8h por dia, para repor as energias e evitar o cansaço e a irritação.

Se não puder dormir até tarde depois da noite de festa, deve-se tentar fazer pequenos descansos ao longo do dia ou tirar um cochilo após o almoço.

 

Fonte: https://www.tuasaude.com/10-dicas-para-curtir-o-carnaval-com-saude/

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04 fev 2020
prevenir o câncer

Neste dia 04 de fevereiro é comemorado o Dia Mundial da Luta Contra o Câncer, uma data importante para trazer discussões acerca dessa doença que é a segunda maior causa de mortes no mundo. Entender as formas de prevenção do câncer é o primeiro passo para combatê-lo.

 

  • A prevenção do câncer engloba ações realizadas para reduzir os riscos de ter a doença.

O objetivo da prevenção primária é impedir que o câncer se desenvolva. Isso inclui evitar a exposição aos fatores de risco de câncer e a adoção de um modo de vida saudável.

  • O objetivo da prevenção secundária é detectar e tratar doenças pré-malignas (por exemplo, lesão causada pelo vírus HPV ou pólipos nas paredes do intestino) ou cânceres assintomáticos iniciais.

 

12 dicas para prevenir o câncer

 

Não fume!

Essa é a regra mais importante para prevenir o câncer, principalmente os de pulmão, cavidade oral, laringe, faringe e esôfago. Ao fumar, são liberadas no ambiente mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas que são inaladas por fumantes e não fumantes. Parar de fumar e de poluir o ambiente é fundamental para a prevenção do câncer.

 

Alimentação saudável protege contra o câncer

Uma ingestão rica em alimentos de origem vegetal como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, e pobre em alimentos ultraprocessados, como aqueles prontos para consumo ou prontos para aquecer e bebidas adoçadas, pode prevenir o câncer. A alimentação deve ser saborosa, respeitar a cultura local, proporcionar prazer e saúde e incluir alimentos regionais.

 

Mantenha o peso corporal adequado

Manter um peso saudável ao longo da vida é uma das formas mais importantes de se proteger contra o câncer. Uma alimentação saudável favorece a manutenção do peso saudável e a recomendação é evitar alimentos ultraprocessados, como aqueles prontos para aquecer ou consumir, e fazer dos alimentos in natura e minimamente processados como as frutas, legumes, verduras, feijões e outros grãos, sementes, castanhas a base da alimentação.

A atividade física também contribui para se proteger contra o câncer, além de contribuir para a manutenção do peso corporal saudável. Para a prática de atividade física, não há necessidade de serem aquelas modalidades que demandem a contratação de serviços como academias; atividades como caminhar tanto no tempo livre, quanto no deslocamento para outros compromissos, pedalar, dançar, etc são boas opções.

A criação de ambientes que incentivem a alimentação saudável e ser fisicamente ativo ao longo da vida é fundamental para o controle do câncer.

 

Pratique atividades físicas

Você pode, por exemplo, caminhar, dançar, trocar o elevador pelas escadas, levar o cachorro para passear, cuidar da casa ou do jardim ou buscar modalidades como a corrida de rua, ginástica, musculação, entre outras. Experimente, ache aquela modalidade que você goste, aproveite e busque fazer dessas atividades um momento coletivo, prazeroso e divertido, com a família e amigos, ou faça da atividade física um momento introspectivo no qual você se conecta consigo, enfim, é possível encaixar a atividade física na rotina de cada um, seja através do deslocamento ativo indo ao trabalho ou outras atividades caminhando ou de bicicleta, são diferentes possibilidades.

 

Amamente

O aleitamento materno é a primeira ação de alimentação saudável. A amamentação até os dois anos ou mais, sendo exclusiva até os seis meses de vida da criança, protege as mães contra o câncer de mama e as crianças contra a obesidade infantil. A partir de seis meses da criança, deve-se complementar a amamentação conforme a dica sobre Alimentação saudável e proteção contra o câncer.

 

Mulheres entre 25 e 64 anos devem fazer o exame preventivo do câncer do colo do útero a cada três anos

As alterações das células do colo do útero são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolau), e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso, é importante a realização periódica deste exame. Tão importante quanto fazer o exame é saber o resultado, seguir as orientações médicas e o tratamento indicado.

 

Vacine contra o HPV as meninas de 9 a 14 anos e os meninos de 11 a 14 anos

A vacinação contra o HPV, disponível no SUS, e o exame preventivo (Papanicolau) se complementam como ações de prevenção do câncer do colo do útero. Mesmo as mulheres vacinadas, quando chegarem aos 25 anos, deverão fazer um exame preventivo a cada três anos, pois a vacina não protege contra todos os subtipos do HPV.

 

Vacine contra a hepatite B

O câncer de fígado está relacionado à infecção pelo vírus causador da hepatite B e a vacina é um importante meio de prevenção deste câncer. O Ministério da Saúde disponibiliza nos postos de saúde do País a vacina contra esse vírus para pessoas de todas as idades.

 

Evite a ingestão de bebidas alcoólicas

Seu consumo, em qualquer quantidade, contribui para o risco de desenvolver câncer. Além disso, combinar bebidas alcoólicas com o tabaco aumenta a possibilidade do surgimento da doença.

 

Evite comer carne processada

Carnes processadas como presunto, salsicha, linguiça, bacon, salame, mortadela, peito de peru e blanquet de peru podem aumentar a chance de desenvolver câncer. Os conservantes (como os nitritos e nitratos) podem provocar o surgimento de câncer de intestino (cólon e reto) e o sal provocar o de estômago.

 

Evite a exposição ao sol entre 10h e 16h, e use sempre proteção adequada, como chapéu, barraca e protetor solar, inclusive nos lábios

Se for inevitável a exposição ao sol durante a jornada de trabalho, use chapéu de aba larga, camisa de manga longa e calça comprida.

 

Evite exposição a agentes cancerígenos no trabalho

Agentes químicos, físicos e biológicos ou suas combinações são causas bem conhecidas de câncer relacionado ao trabalho, e evitar ou diminuir a exposição a estes agentes seria o ideal e desejável. Mas para que isto ocorra de maneira satisfatória, é necessário o comprometimento de todos os envolvidos nos diversos processos de trabalho, visando a elaboração de planos para evitar o adoecimento dos trabalhadores. Também é fundamental a implementação de leis que obriguem e fiscalizem a substituição dos agentes causadores câncer no trabalho por outros mais saudáveis, quando já houver esta alternativa.

 

Fontes: https://www.inca.gov.br/causas-e-prevencao/como-prevenir-o-cancer

https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5588:folha-informativa-cancer&Itemid=1094

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27 jan 2020

O Rotavírus é o maior causador de diarreia em criança de até 5 anos de idade, estima-se que o mesmo provoca até 100 milhões de episódios diarreicos por ano, causando mais de um milhão de mortes por ano.

O Rotavírus tem diversos subtipos, porém os mais prevalentes em vários países, incluindo o Brasil são: P1A, G1; P1B, G2; P1A, G3; P1A, G4; e P1B, G2. A transmissão ocorre através da vida é fecal-oral por meio de alimentos contaminados, contato pessoa-pessoa e objetos contaminados, o que dificulta o controle da transmissão, pessoas infectadas apresentam sintomas entre 24 a 48 horas após o contato com o vírus e o quadro clínico apresentado pode ser leve (diarreia líquida e de curta duração) até grave (desidratação, febre, vômitos e cólica).

A fim de controlar a disseminação viral foi implementada no calendário básico de imunização infantil em 2006 a vacina com Rotavírus atenuado, administrada em duas doses sendo a primeira aos 2 meses de idade e a segunda aos 4 meses, prevenindo assim as crianças mais vulneráveis à forma mais grave da doença.

A Rede privada conta com a vacina pentavalente que é composta por cinco subtipos de Rotavírus atenuados, ou seja, amplia a proteção. Administrada em 3 doses, aos 2,4 e 6 meses de idade, também protegendo as crianças mais vulneráveis da forma mais grave da doença.

Desde a implantação dessas vacinas a redução dos casos já é maior que 35,6% dos casos em crianças menores de um ano, evitando cerca de 1800 mortes e 91127 hospitalizações. Como todas as vacinas reações adversas são esperadas dentre elas episódios diarreicos moderados, vômitos e irritabilidade, em casos mais graves, porém muito raros, a invaginação intestinal nas primeiras semanas após a vacinação.

#TenhaMedodaDoencaeNaoDaVacina

 

Referência: LASCALA, Maysa Rocha et al. Análise das reações adversas da vacina oral do rotavirus humano na cidade de Franca – SP. Medicina (ribeirao Preto. Online), [s.l.], v. 52, n. 2, p.98-103, 4 jul. 2019. Universidade de Sao Paulo Sistema Integrado de Bibliotecas – SIBiUSP. http://dx.doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v52i2p98-103.

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22 jan 2020
febre amarela

Em 2019 a Organização Mundial da Saúde alertou a população para uma possível terceira onda de surto de febre amarela no Brasil.

Em Santa Catarina o número de morte de macacos em poucos dias está trazendo um alerta para uma possível circulação do vírus entre os primatas, o que pode aumentar o risco de transmissão em humanos.

Notificações das mortes desses macacos estão concentradas nas regiões do Planalto Norte e Médio Vale do Itajaí

No ano passado, segundo a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), foram notificadas 20 mortes de macacos ao longo do mês de janeiro. Nenhuma delas, no entanto, foi confirmada como morte provocada em decorrência da doença. As mortes deste ano ainda estão em análise no Instituto Carlos Chagas Fiocruz do Paraná, laboratório de referência para Santa Catarina.

Nota de alerta

Diante desse cenário, a secretaria de Estado da Saúde, por meio da Dive/SC, divulgou nesta segunda-feira (20), uma nota de alerta.

No documento, a diretoria pede que os profissionais de saúde fiquem atentos aos casos suspeitos da doença, orienta sobre a importância da vacinação e a notificação da morte ou adoecimento dos primatas.

“Em 2019, Santa Catarina registrou a expansão da febre amarela em seu território, com a confirmação de dois óbitos humanos e seis primatas acometidos pela doença. É fundamental a manutenção das ações de controle da doença, especialmente a vacinação das pessoas, já que estamos no período sazonal”, alerta João Fuck, gerente de zoonoses da Dive/SC.

Casos por região de saúde e cidades

  • Vale do Itajaí

Blumenau (7), Indaial (1), Pomerode (10), Rodeio (1) e Timbó (1)

  • Grande Florianópolis

Florianópolis (4)

  • Oeste catarinense

Caçador (1) e Ibiam (1)

  • Sul catarinense

Jaraguá do Sul (7) e Massaranduba (5)

  • Serra Catarinense

Cerro Negro (1), Palmeira (1), São José do Cerrito (1)

  • Norte catarinense

Campo Alegre (4), São Bento do Sul (16) e Rio Negrinho (2)

  • Vale do Itajaí

Luiz Alves (1)

Vacinação

A febre amarela é uma doença grave, transmitida por mosquitos em áreas silvestres e próximas de matas. A única forma de se proteger é através da vacinação. De acordo com a DIVE/SC, até o momento, a cobertura vacinal no estado está em 84%.

 

Fontes: https://ndmais.com.br/noticias/morte-de-64-macacos-em-21-dias-acende-alerta-para-febre-amarela-em-sc/?utm_source=Redes&utm_medium=Facebook&utm_campaign=ED

https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2020/01/21/morte-de-64-macacos-reforca-alerta-para-febre-amarela-em-sc.ghtml

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15 jan 2020
hpv

Existem mais de 150 subtipos de HPV, desses subtipos 40 costumam infectar o trato genital e 12 causam cânceres e verrugas genitais. É um vírus altamente contagioso que pode causar danos reversíveis e irreversíveis em mulheres e homens, sendo transmitido principalmente através do contato sexual, a infecção por HPV muitas vezes é silenciosa, o vírus é capaz de ficar latente por anos até começar a desenvolver os primeiros sintomas.

Estima-se que aproximadamente 10% das pessoas (homens e mulheres) terão verrugas genitais ao longo de suas vidas, por isso é importante reforçar que lesões não tratadas podem evoluir para cânceres, não só no colo do útero, como em todo trato genital, vagina, vulva, anus, pênis, orofaringe e boca. Mais de 90% do câncer anal são atribuídos à infecção pelo HPV.

Dos 150 subtipos de HPV, 12 deles estão ligados a casos de cânceres, são os chamados vírus oncogênicos pois apresentam maior probabilidade de provocar infecções persistentes e lesões percussoras, os subtipos 16 e 18 representam 70% dos casos de câncer do colo de útero.

Leia também: Entenda melhor o HPV

Para prevenção do HPV pode se utilizar contraceptivo de barreira (camisinha) e a vacinação. Atualmente no Brasil duas vacinas estão habilitas, a bivalente que protege contra os tipos 16 e 18 e a quadrivalente que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18. É importante lembrar que a vacina não é terapêutica, ou seja, ela não trata infecções pré-existentes.

Apesar de diversos rumores sobre eventos adversos pós- vacinação, a vacina é bastante segura e os eventos adversos após a vacinação são leves (dor local, febre e dor de cabeça) e autolimitados, eventos graves são raros.

 

Referência: SAUDE, Ministerio da; SAÚDE, Secretaria de VigilÂncia em; TRANSMISSÍVEIS, Departamento de VigilÂncia de DoenÇas. GUIA PRÁTICO SOBRE HPV PERGUNTAS E RESPOSTAS. 2017. Disponível em: <http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2017/dezembro/07/Perguntas-e-respostas-HPV-.pdf>. Acesso em: 13 jan. 2020.

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09 jan 2020
calendário vacinal

Em 2017 o Brasil passou a seguir a recomendação da OMS ofertando apenas uma dose da vacina contra febre amarela durante toda a vida, porém existem estudos que demonstram que crianças vacinadas muito cedo, aos 9 meses de idade podem sofrer uma diminuição da resposta imunológica, tornando necessário uma segunda dose da vacina.

Os novos calendários da SBIm e do Ministério da Saúde recomendam o esquema de duas doses para crianças de 0 a 10 anos, sendo a 1ª aos 9 meses e a 2ª dose aos 4 anos de idade.

O objetivo é aumentar a cobertura vacinal e garantir a segurança da população. A vacinação contra febre amarela também foi ampliada para todos os estados do Nordeste, antes ofertada apenas em algumas regiões do país.

“Dessa forma, todo o país passa a contar com a vacina contra a febre amarela na rotina dos serviços. As novas diretrizes sobre as Campanhas Nacionais de Vacinação foram enviadas pela pasta aos estados e aos municípios em novembro deste ano para que estejam preparados para as ações do próximo ano”, informou o ministério.

Leia também: OMS aumenta alerta de febre amarela no Brasil

A pasta informou também que a campanha contra a gripe, realizada todos os anos entre abril e maio, contará com um novo público, os adultos de 55 a 59 anos. A medida tem por objetivo ampliar a vacinação dos grupos mais vulneráveis. “O público-alvo, portanto, representará aproximadamente 67,7 milhões de pessoas. A meta é vacinar, pelo menos, 90% dos grupos prioritários para a vacinação, que já conta com crianças, gestantes, puérperas, povos indígenas, pessoas com doenças crônicas, trabalhadores de saúde, idosos, entre outros”.

Segundo o ministério, as datas para início das campanhas serão definidas pelos estados, a partir do plano de implantação elaborado individualmente por eles. “O Ministério da Saúde conta com estoque suficiente para atender a demanda, a partir da solicitação de quantitativo dos estados, responsáveis por fazer a distribuição das doses aos municípios”.

 

Fontes: https://exame.abril.com.br/brasil/sus-amplia-publico-para-vacinas-contra-febre-amarela-e-gripe/

https://portugues.medscape.com/verartigo/6504051

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30 dez 2019
gestação

A vacinação durante a gestação tem a função de proteger não somente a mãe, mas também o feto. Com a vacinação, os anticorpos (agentes de defesa) da mãe são transferidos para ele através da placenta durante a gestação e após o nascimento, pelo leite materno.

Segundo a OMS as seguintes vacinas devem ser administradas na gestação de modo geral.

  • Influenza: Administrada em qualquer período da gestação
  • DTPa: após avaliação do histórico vacinal, com intervalo de 60 dias entre as três doses ou obedecendo ao intervalo mínimo de 30 dias quando necessário, além da dose de reforço a cada 10 anos;
  • Hepatite B: três doses com intervalo de 30 dias entre a primeira e a segunda e de 180 dias entre a primeira e a terceira, após o primeiro trimestre de gestação.

A sociedade Brasileira de imunização possui um calendário completo específico para vacinação de gestantes, confira clicando aqui.

 Dr° Renato Kfouri primeiro secretário da Sociedade Brasileira de Imunização relata a importância da vacinação da gestante.

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