06 nov 2018

A febre amarela é uma doença infecciosa muito grave e transmitida por mosquitos, principalmente o Aedes aegypti eHaemagogus.

Desde o começo do ano de 2017 o número de casos de pessoas infectadas vem aumentando e se tornou o pior surto da doença desde 1980.

O Instituto Adolfo Lutz confirmou nesta segunda-feira mais uma morte pela doença. Desde o começo do ano, houve 502 casos da doença no estado, com 175 mortes.

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo fez alerta na tarde desta segunda-feira (5) para que quem vai viajar para o litoral do estado esteja vacinado contra a febre amarela. A recomendação é para que os turistas se vacinem com intervalo de ao menos dez dias antes da viagem.

O alerta foi feito após o Instituto Adolfo Lutz confirmar mais uma morte pela doença no estado, no município de Cunha, no Vale do Paraíba.

Desde o começo do ano, houve 502 casos de febre amarela no estado. Deste total, 175 pacientes morreram da doença. Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde, Mairiporã, na Grande são Paulo, e Atibaia têm quase 40% dos casos – são 152 casos no primeiro município, onde houve 33 mortes, e 48 no segundo, com 10 mortes.

Atualmente, não há nenhuma região do estado livre do vírus da febre amarela. A circulação está mais concentrada em área de Mata Atlântica.

O caso de morte que o Instituto Adolfo Lutz confirmou nesta segunda-feira é de um homem de 26 anos que morava em Cunha, no interior, e estava internado no Hospital Emílio Ribas. Ele morreu na semana passada.

A Secretaria de Saúde do estado não divulgou o nome da vítima, mas informou que ele contraiu a doença na zona rural de Caraguatatuba, enquanto procurava emprego na duplicação da Rodovia dos Tamoios, num canteiro de obras perto da mata.

Fontes: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2018/11/05/governo-de-sp-alerta-para-vacinacao-de-febre-amarela-para-quem-vai-para-o-litoral.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-bar-smart&utm_campaign=share-bar

https://www.minhavida.com.br/saude/temas/febre-amarela

https://saude.abril.com.br/medicina/surto-de-febre-amarela-ja-e-o-mais-mortal-desde-1980-e-agora/ 

Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail
24 out 2018

No mês de outubro é comum ouvirmos falar do Outubro Rosa, uma campanha criada em 1990 nos Estados Unidos com intuito de conscientizar e incentivar a prevenção e diagnóstico do câncer de mama, dessa forma contribuindo para aumentar a chance de cura, uma vez que é mais fácil curar o câncer se feito o diagnóstico precoce e também reduzir a mortalidade. A campanha do Outubro Rosa atualmente é uma campanha mundial e possui grande impacto na sociedade e mostra sua importância não somente na prevenção e diagnóstico, mas também na divulgação de informações sobre o câncer de mama, além de apoiar mulheres já diagnosticadas que estão passando pelo tratamento.

Se você desconsiderar os tumores de pele, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, com 59 700 novos casos esperados para 2018, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Ainda assim, o Outubro Rosa nos mostra que sobram dúvidas sobre essa doença e, em especial, sobre as formas de prevenção e de detecção precoce, com a mamografia.

Para discutir o assunto, a médica radiologista Santuzza Kelmer elencou mitos e verdades sobre o câncer de mama. Responsável técnica pelo setor de Diagnóstico Mamário da ProEcho (empresa especializada em diagnóstico por imagem), ela aborda o impacto da menstruação e da hereditariedade no risco de desenvolver nódulos malignos nos seios, os exames a serem feitos e por aí vai.

Aproveite o Outubro Rosa e confira:

Mulher que menstrua cedo na vida está mais propensa a ter câncer de mama – Verdade

A menstruação precoce indica que o corpo já está produzindo bastante estrogênio e progesterona, os hormônios femininos, desde cedo. Acontece que o estrogênio estimula a proliferação das células da glândula mamária. E, se uma delas é cancerosa, a chance de produzir cópias defeituosas sobe.

Pelo mesmo motivo, mulheres que têm filhos apresentam um menor risco de câncer de mama. Isso porque, durante a gestação, a concentração desses hormônios cai devido à interrupção da menstruação.

A mamografia só deve ser realizada a partir dos 50 anos – Polêmica

O Inca de fato recomenda esse exame para a população geral só a partir dos 50 anos. No entanto, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) receitam a mamografia a partir dos 40 anos.

Na faixa de 40 a 50 anos, a indicação é que a mulher se submeta a esse método a cada dois anos (se não houver nenhuma alteração). A partir dos 50 anos, a mamografia deve ser anual.

Vale dizer que o ideal mesmo é procurar um médico para analisar seu risco individual de desenvolver câncer de mama. E, a partir daí, traçar o melhor plano de rastreamento para você.

Se minha mãe teve câncer de mama, eu certamente terei – Mito

O câncer de mama hereditário corresponde a menos de 5% dos casos. Ou seja, a maioria dos episódios não carrega um forte componente familiar.
No entanto, quem possui histórico familiar de câncer de mama ou de outro tipo deve conversar com um oncologista, ginecologista ou mastologista para uma orientação individualizada.

A mulher também pode ser submetida a ultrassonografia e ressonância magnética – Verdade

A ultrassonografia e a ressonância magnética das mamas são exames complementares. São indicadas mais comumente para mulheres jovens, que têm os seios naturalmente mais densos. Mas e daí?

Daí que, nessa situação, a mamografia apresenta uma maior dificuldade de detectar eventuais nódulos. A ultrassonografia também ajuda nos casos em que a mamografia se mostra inconclusiva devido à presença de um nódulo.

Prótese de silicone impede a realização de mamografia – Mito

Mesmo com implantes, é possível fazer o exame e diagnosticar a doença. Agora, em alguns casos, o médico pode mesmo solicitar exames complementares, como ultrassonografia ou ressonância.

Mulheres que estão amamentando não podem fazer mamografia. – Mito

Se surge a necessidade de fazer o exame durante esse período, não há inconveniente para a criança. Aliás, Santuzza afirma que a mãe não precisa ficar um dia distante do filho por causa da radiação.

O autoexame pode substituir a mamografia – Mito

Palpar os próprios seios em busca de nódulos é uma medida importante e deve ser realizada uma vez por mês. Porém, o autoexame detecta massas já palpáveis, geralmente associadas a um câncer de mama mais avançado.

Já a mamografia pode diagnosticar nódulos pequenos, quando é mais provável que a doença não tenha se espalhado.

Fonte: https://saude.abril.com.br/medicina/outubro-rosa-mitos-e-verdades-sobre-cancer-de-mama-e-a-mamografia/

https://minutosaudavel.com.br/outubro-rosa/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Outubro_Rosa

https://amitafamitaf.jusbrasil.com.br/artigos/239140874/campanha-outubro-rosa-lembra-a-importancia-da-prevencao-ao-cancer-de-mama

Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail
26 jul 2018

IMUNIDADE DE REBANHO

ESCLAREÇA DÚVIDAS SOBRE A IMUNIZAÇÃO

Imunidade de rebanho ou imunidade coletiva é a resistência de um grupo ou população à introdução e disseminação de um agente infeccioso. Isso ocorre quando existir na população uma elevada proporção de pessoas vacinadas. Pessoas imunodeprimidas e gestantes se beneficiam dessa condição, pois não podem receber determinadas vacinas.

imunidade_rebanho-nao-imunizado-saudavel

NÃO IMUNIZADO,
MAS AINDA SAUDÁVEL

imunidade_rebanho-doente-contagioso

NÃO IMUNIZADO,
DOENTE E CONTAGIOSO

imunidade_rebanho-imunizado-saudavel

IMUNIZADO E
SAUDÁVEL

Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail
11 jul 2018

O Ministério da Saúde alertou que todas as localidades com cobertura vacinal contra poliomielite abaixo de 95% estão sob ameaça de surto da doença, destacando 312 municípios brasileiros — especialmente na Bahia, onde a vacinação contra a doença não chegou a atingir 50% da população.

Apesar de o Brasil não registrar casos de poliomielite há 28 anos, a resistência de pais e mães em imunizar os filhos contra a doença tem aumentado o risco de novos casos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a poliomielite foi erradicada nas Américas em 1994, embora no mês passado a Venezuela tenha registrado o primeiro caso em anos.

Segundo informações da Agência Brasil, entre as cidades onde a situação é mais grave, 15% estão na Bahia e 14,29% no Maranhão, ambos os estados na Região Nordeste do país. No Sudeste, São Paulo tem 44 municípios sob alerta e no Espírito Santo não há cidades com risco elevado — assim como em Brasília (DF) e Rondônia. “Uma cidade com esses indicadores tem todas as condições de voltar a transmitir a doença em nosso país. Será um desastre para a saúde como um todo”, comentou Carla Domingues, coordenadora do Programa de Imunização, durante reunião com secretários estaduais e municipais de saúde.

Campanha de Vacinação

Devido aos casos de poliomielite registrados recentemente na Venezuela, o Ministério da Saúde brasileiro informou no mês passado que a campanha de vacinação contra a doença no país deve recomeçar no mês que vem: de 6 a 31 de agosto. Nos dois últimos anos a campanha aconteceu em setembro.

Em 2017, 22 unidades da Federação não atingiram a cobertura considerada ideal durante a campanha: pelo menos 800.000 crianças ficaram sem o esquema vacinal completo, que compreende três doses do imunizante.

Diante dessa realidade, o ministério orienta os gestores locais a organizarem as redes de prevenção, levantando a possibilidade de readequação de horários, para que sejam compatíveis com a rotina da população brasileira. O ministério ainda recomenda o reforço de parcerias com creches e escolas, para ajudar na mobilização sobre a vacinação.

Poliomielite

Também conhecida como paralisia infantil, a poliomielite é causada por um vírus que vive no intestino (poliovírus), atingindo crianças com menos de 4 anos, mas pode contaminar adultos também. A doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra por meio de saliva e fezes, assim como água e alimentos contaminados.

A maioria das infecções apresenta poucos sintomas, geralmente semelhantes às infecções respiratórias (febre e dor de garganta) e gastrintestinais (náusea, vômito e prisão de ventre). A forma paralítica da poliomielite pode atingir cerca de 1% dos infectados pelo vírus, deixar sequelas permanentes e causar insuficiência respiratória — em alguns casos, levar à morte.

Apesar de não ter um tratamento específico, é possível prevenir a doença através da vacinação, que é oferecida pelos postos da rede pública de saúde. O esquema de vacinação contra a poliomielite oral trivalente deve ser administrado aos 2, 4 e 6 meses de vida. O primeiro reforço é feito aos 15 meses e o segundo entre 4 e 6 anos de idade.

Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail
11 jul 2018

Dados do Ministério da Saúde mostram que a aplicação de todas as vacinas do calendário adulto estão abaixo da meta no Brasil – incluindo a dose que protege contra o sarampo, doença que registra surtos em pelo menos três estados. Entre as crianças, a situação não é muito diferente – em 2017, apenas a BCG, que protege contra a tuberculose e é aplicada ainda na maternidade, atingia a meta de 90% de imunização.

Doenças erradicadas podem retornar

A tendência de queda nas coberturas vacinais, segundo a pasta, começou a aparecer em 2016 e vem se acentuando desde então. Em 312 municípios brasileiros, menos de 50% das crianças foram vacinadas contra a poliomielite. Apesar de erradicada no país desde 1990, a doença ainda é considerada endêmica em pelo menos três países – Nigéria, Afeganistão e Paquistão – e ensaia uma reintrodução nas Américas caso a cobertura vacinal não se mantenha em 95%.

Em 2017, apenas a BCG, que protege contra a tuberculose e é aplicada ainda na maternidade, atingia a meta de 90% de imunização (Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Para a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues, o sucesso da vacinação no país ao longo das últimas décadas e a consequente erradicação de doenças criaram uma falsa sensação de que as doses não são mais necessárias. Outro problema, segundo ela, é a divulgação das chamadasfake news nas redes sociais e que, no caso das vacinas, podem causar alarde e assustar a população.

“Se não tivermos a população devidamente vacinada, poderemos ter o risco de reintrodução de doenças. Existe, por exemplo, um fluxo constante de pessoas viajando. Se pararmos de vacinar, uma pessoa doente chega ao país e o vírus tem a chance de voltar a circular. Enquanto a doença não for erradicada no mundo, precisamos da vacinação”, completou.

Sarampo

De acordo com a coordenadora, a situação do sarampo no Brasil é a que mais preocupa. Amazonas e Roraima, juntos, já registram cerca de 500 casos confirmados e mais de 1.500 em investigação. O Rio Grande do Sul também confirmou pelo menos seis casos. Países de alta renda, segundo Carla, “relaxaram” com a vacinação. Itália, Grécia e Bulgária são exemplos de nações com baixa cobertura vacinal para a doença.

“O sarampo é um risco concreto. Mais de 450 casos confirmados no Norte, em Roraima e no Amazonas. Há casos confirmados no Rio Grande do Sul. [Estamos] Investigando casos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Podemos ter uma retransmissão do sarampo em todo o país”, alertou. “Os próprios profissionais de saúde deixaram de achar que recomendação de vacina é importante”.

A orientação do ministério é que todas as crianças, adolescentes e adultos até 29 anos recebam as duas doses previstas para imunização. Adultos com idade entre 30 e 49 anos devem receber uma dose.

Campanhas

Até 2012, o Brasil realizava duas campanhas anuais de vacinação contra a pólio – época marcada pelo personagem Zé Gotinha. Atualmente, acontecem apenas as campanhas de vacinação contra a gripe e de multivacinação, quando as doses do calendário infantil que estão atrasadas são atualizadas. Entretanto, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde para situações de baixa cobertura, a pasta volta a realizar este ano campanha de vacinação contra a pólio e o sarampo.

As doses, segundo Carla, devem ser distribuídas em todo o país de 6 a 31 de agosto, no formato de campanha indiscriminada. Isso significa que todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos que procurarem os postos nesse período vão ser imunizadas – mesmo as que já haviam cumprido as doses previstas no calendário infantil. “Será uma oportunidade de dar à criança mais um reforço e aumentar a imunidade”, explicou.

Estratégias

Ainda de acordo com a coordenadora, a estratégia do ministério frente à baixa cobertura vacinal e aos recentes surtos registrados em diferentes regiões do país é a de mobilizar a sociedade e gestores para alertar sobre os riscos. Há situações, segundo ela, que envolvem, por exemplo, bairros específicos com baixa adesão às vacinas ou ainda problemas na hora de registrar os dados no sistema.

“A população só procura vacina quando o surto está na mídia e temos pessoas morrendo. Fora isso, as pessoas não são vacinadas. Como se a vacina fosse uma ação curativa e não preventiva. Ela deve vir antes do surto. É dessa forma que você ganha imunidade. Até porque a vacina vai demorar pelo menos 15 dias para fazer efeito e, em um surto, nesse espaço de tempo, você não fica devidamente protegido.”

 

Fonte: https://veja.abril.com.br/saude/falha-em-vacinacao-ameaca-erradicacao-de-doencas-no-brasil/?utm_source=whatsapp

Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail
28 jun 2018

COPA DO MUNDO

Rússia, assim como o Brasil, é um país em desenvolvimento e de dimensões continentais. Os jogos da Copa serão em 11 cidades-sede, todas na porção europeia, sendo Moscou a maior delas e a capital.

Assim, seguem algumas recomendações de Medicina do Viajante para quem participará deste evento mundial ou apenas viajar até a região:

 Mantenha a carteira de vacina atualizada pelo menos 15 dias antes da sua viagem. Eventos de grande circulação de pessoas também costumam circular alguns vírus como: 

 Vírus Influenza                  Sarampo 

Além da vacinação, durante a viagem, reforçar as medidas de higiene pessoal e do ambiente: 

  • cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir 
  • lavar as mãos com frequência, utilizando água e sabão ou álcool em gel 
  • não compartilhar copos, talheres e alimentos 
  • evitar de levar as mãos à boca ou aos olhos 
  • evitar aglomerações ou locais pouco arejados, sempre que possível 
  • manter os ambientes limpos e ventilados 
  • evitar contato próximo com pessoas doentes. 

Ao retornar, fique atento (a), o viajante que apresentar febre e exantema, deve evitar deslocamentos ou contato desnecessário com outras pessoas, até ser avaliado por um profissional de saúde, procurando imediantamente serviço médico para o tratamento adequado. 

ESTADOS UNIDOS E CARIBE

Estados Unidos, especialmente o Estado da Flórida, é tradicionalmente muito popular entre os brasileiros agora durante o verão do Hemisfério Norte. É nesse Estado que fica a Disney World, destino de comum para escolares e Miami, principal cidade e paraíso de compras, de praias e de vida noturna. É dessa região que saem os grandes cruzeiros para países do Caribe como Bahamas, Cuba, México, República Dominicana, Honduras, entre outros. Assim, para evitar que sua viagem fique comprometida, segue algumas dicas da Medicina do Viajante: 

  • Mantenha a carteira de vacina em dia. Recomenda-se vacinação de Influenza, vírus causador da Gripe A (H1N1 e H3N2, este considerado o grande vilão durante o rigoroso inverno dos EUA este ano) e Gripe B. 
  • Febre Amarela: apesar dos EUA não exigirem vacinação e Certificação Internacional, em todos os países da América Central e Caribe é necessário vacinação de Febre Amarela, dose completa (dose fracionada não é válida para certificação internacional) pelo menos 10 dias antes da viagem. Mais informações: http://portal.anvisa.gov.br/certificado-internacional-de-vacinacao-ou-profilaxia 

 A VIP Imune possui um Infectologista especialista em Medicina do Viajante, bem como todas as vacinas necessárias para sua viagem. 

  • Zika: vírus introduzido no Brasil pela Copa do Mundo de 2014 e causador de grande problema de saúde pública nos anos de 2015 e 2016. Apesar de hoje em dia não ser mais um problema no Brasil, países do Caribe ainda há grande circulação. Portando, ao desembarcar do seu navio ou avião, não esqueça de levar seu repelente a base de DEET ou Icaridina e passar nas áreas expostas. Cabe lembrar que mesmo nos EUA, há circulação desse vírus no Estado da Florida e do Texas, principalmente agora no verão. Segundo o CDC, Bahamas e Nova Orleans, são consideradas Zika-free, ou seja, sem circulação desse vírus. 
  • Diarreia do Viajante: é de longe a causa mais comum de doença do viajante. Apesar da maioria dos casos ser auto-limitada e durar no máximo 2 a 3 dias, muitas vezes podem vir de maneira severa, incapacitante e necessitar até de internação. Assim, para evitar, higienize sempre as mãos com álcool-gel ou água e sabão, evite alimentos crus ou de procedência duvidosa, tome somente água mineral ou que passe por processo de filtração. Em alguns casos, o tratamento auto-administrado é recomendado. 
Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail
16 abr 2018

FEBRE AMARELA

Entenda como ocorre a infecção e quais são os sintomas

DEVO ME VACINAR CONTRA A FEBRE AMARELA?

Com base em informações do Ministério da Saúde, veja se está no grupo que deve se imunizar agora

1. Quantos anos você tem?

 

2. Você se enquadra em alguma destas situações?

  • Mulher amamentando crianças menores de 6 meses de idade
  • Alergia grave ao ovo
  • Vive com HIV e tem contagem de células CD4 menor que 350
  • Em tratamento com quimioterapia / radioterapia
  • Portador de doenças autoimunes
  • Em tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo)

3. Você se enquadra em alguma destas situações?

  • Terminou tratamento de quimioterapia e radioterapia
  • Portador de doenças hematológicas (do sangue), renais e hepáticas
  • Grávidas
  • Faz uso de medicamentos corticoide

4. Você vive ou vai viajar para uma localidade na lista de municípios com recomendação de vacina do ministério da saúde ( confira em tinyurl.com/listafebre)?

Fonte: Ministério da Saúde
Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail
13 abr 2018

SOROCABA – O número de mortes pelo vírus influenza, causador da gripe, quase dobrou em 20 dias no Estado de São Paulo, conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde. Desde o início de 2018 e até o dia 22 de março, tinham sido registrados 42 casos graves da doença e seis óbitos. Nesta terça-feira, 10, o número de casos graves tinha subido para 65, mas o de mortes chegou a 11. Os casos relacionados ao vírus A (H3N2) passaram de 14, com um óbito, para 19, com três mortes. Em todo o ano de 2017, foram 1.021 casos e 200 óbitos, cerca da metade relacionados ao H3N2 – 562 casos e 99 mortes.

Vacinação
A campanha na rede pública de vacinação contra a gripe deve começar no dia 23 para os grupos de risco  Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO

+++ Taubaté tem mortes confirmadas pela gripe H3N2

Nesta terça-feira, a Vigilância Epidemiológica de Taubaté, no interior, confirmou a gripe como causa da morte de dois jovens – um rapaz de 19 anos e uma jovem de 20, mortos em março. A cidade já havia registrado outras duas mortes, neste ano, pela doença. As vítimas foram um bebê de 3 meses e uma idosa de 70 anos. Há ainda um óbito em investigação.

+++ Vacinação contra gripe começa na rede privada

Em Rio Claro, um casal morreu neste fim de semana com sintomas da gripe. A Vigilância Epidemiológica aguarda o resultado dos exames para confirmar a doença e o tipo do vírus. Outras duas pessoas estão internadas com sintomas.

+++ Bon Jovi cancela shows no Canadá após membros da banda pegarem gripe

A diretora de imunização da pasta estadual, Helena Sato, disse que não há razão para alarme, pois a circulação do vírus no Estado está sendo monitorada e controlada com vacinação. No próximo dia 23, São Paulo entra na 20ª Campanha Nacional de Vacinação Contra o Vírus Influenza, programada pelo Ministério da Saúde.

O público-alvo, estimado em 12 milhões de pessoas, receberá a vacina trivalente, que imuniza contra os vírus H1N1, H3N2 e o tipo B. A vacinação segue até 1º de julho e terá o Dia D em 12 de maio.

Conforme Helena, são prioridade grupos mais suscetíveis, como crianças entre 6 meses e 5 anos, idosos, grávidas, puérperas, portadores de doenças crônicas, profissionais da saúde, professores e detentos.

Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail
10 abr 2018

A vacina da gripe disponível no Brasil nessa temporada contém proteção contra versão do H3N2, vírus que circulou com força no hemisfério norte em janeiro desse ano. Por lá, essa forma do vírus puxou o número de infectados pelo influenza para 47 mil, o dobro do registrado em 2017. Em laboratórios da rede privada, o imunizante já está disponível a um preço médio de R$ 130.

Na rede pública, o Ministério da Saúde informa que a campanha nacional destinada aos mais vulneráveis deve começar na segunda quinzena de abril.

Geralmente, as vacinas contra o influenza são disponibilizadas no Brasil entre abril e maio para proteção em junho, período em que o vírus da gripe começa a circular com mais força. Os vírus utilizados para a confecção da vacina são atualizados anualmente e, esse ano, a vacina brasileira ganhou essa nova forma do H3N2 que ajudou a provocar a epidemia mais grave registrada nos EUA nos últimos 13 anos.

No hemisfério norte, a vacina acabou por não ser atualizada em tempo e, por isso, o vírus acabou fazendo mais vítimas, explica o infectologista e pediatra Renato Kfouri. “Normalmente, há um pareamento entre o vírus circulante e a vacina, mas isso acabou não acontecendo no hemisfério norte e houve um aumento expressivo no número de casos”, diz Kfouri.

“Por aqui, a vacina brasileira já vai conter a forma do vírus que circulou no hemisfério norte, mas ainda precisamos ver se vai haver esse pareamento entre a vacina e a forma circulante”, explica o especialista.

O médico detalha que os vírus influenza conseguem sofrer pequenas mutações que, embora não tão diferentes do ponto de vista morfológico, são suficientes para “enganar” o sistema imunológico e provocar infecções mais graves.

“Essa forma que circulou nos EUA foi mais virulenta, o que significa dizer que foi mais agressiva que as demais”, aponta Kfouri.

O H3N2 já fez 10 vítimas no Brasil em 2018 — não há confirmação, no entanto, se os óbitos ocorreram por essa forma circulante nos Estados Unidos. Segundo o Ministério da Saúde, o país registrou 228 casos de influenza e 28 óbitos. Do total, 57 casos e 10 óbitos foram por H3N2. Em relação ao vírus H1N1, foram registrados 84 casos e 8 óbitos.

Ainda foram registrados 50 casos e 6 óbitos foram por influenza B. A pasta informa que os outros 37 casos e 4 óbitos foram provocados por influenza A sem subtipo definido. Em 2017 (ano todo), foram registrados 2.691 casos e 498 óbitos por influenza.

Vacina da gripe no Brasil em 2018

Na rede privada, laboratórios já estão oferecendo a vacina com os novos vírus recomendados para essa temporada.

Em laboratórios do Grupo Dasa, que administra redes no Brasil inteiro, as vacinas tri e tetravalente estão sendo oferecidas a um preço que varia entre 90 e 160 reais. Em farmácias em São Paulo, a vacina trivalente é oferecida a um preço médio de R$ 130.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar informa que os planos de saúde não estão obrigados a oferecer e cobrir a vacina contra a gripe. Segundo a ANS, todo o programa de imunizações fica a cargo do Ministério da Saúde.

Já o Ministério da Saúde informa que a campanha nacional contra o vírus será definida nos próximos dias, mas deve ocorrer ainda esse mês. A vacina é oferecida gratuitamente pelo governo para pessoas que podem desenvolver reações mais graves ao vírus.

  • Crianças de 6 meses a 5 anos de idade;
  • Gestantes; puérperas, isto é, mães que deram à luz há menos de 45 dias;
  • Idosos;
  • Profissionais de saúde, professores da rede pública ou privada, portadores de doenças crônicas, povos indígenas e pessoas privadas de liberdade.

Como o imunizante consegue induzir o sistema imunológico com um vírus morto, não há risco de reações graves e a vacina é indicada para pessoas com problemas de imunidade, diz Kfouri. Ele explica que, embora a vacina na campanha nacional seja destinada aos mais vulneráveis, a indicação é que todos que puderem procurem o imunizante.

Doses de vacinas contra a gripe no Brasil (Foto: Reprodução/ EPTV)

Doses de vacinas contra a gripe no Brasil (Foto: Reprodução/ EPTV)

Vírus definidos pela OMS

Todos os anos, a Organização Mundial de Saúde define quais tipos de vírus as vacinas contra a gripe devem conter a partir dos vírus mais circulantes no ano anterior. No hemisfério Sul, ficou definido que a vacina trivalente (com três vírus) deve conter:

– um vírus similar ao vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09;

– um vírus similar ao vírus influenza A/Singapore/INFIMH-16-0019/2016 (H3N2);

– um vírus similar ao vírus influenza B/Phuket/3073/2013.

Já as vacinas quadrivalentes, podem conter também o influenza B da forma Brisbane/60/2008.

“Há uns 9 anos mais ou menos, não era comum ter a circulação simultânea de dois tipos de influenza B. Essa situação mudou e, por isso, começaram a surgir as vacinas com quatro subtipos do vírus”, diz Kfouri.

Entenda os tipos de influenza e mutações

O infectologista Renato Kfouri explica que o vírus influenza é dividido em tipos, subtipos e linhagens. Todas essas variações correspondem a diferenças encontradas no material genético do vírus.

Primeiro, em relação ao tipo, o influenza é dividido em A, B e C. O vírus A e B são os que infectam seres humanos; já o tipo C, não é incluído em vacinas e não tem relevância para a saúde pública até o momento.

Já essas formas H3N2, H1N1, dentre outras, referem-se aos subtipos do influenza A. As letras H e N referem-se a proteínas encontradas na superfície do vírus, respectivamente, neuraminidase e hemaglutinina.

Os números, por sua vez, são referentes a maneira como essa proteína é apresentada, como uma haste mais longa, por exemplo.

Já o influenza B é dividido em duas linhagens, que passaram a circular simultaneamente nos últimos anos.

Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail