23 nov 2020
tétano

O tétano é uma infecção bacteriana que acontece após um ferimento que se dá como consequência de um ferimento com superfície infectada com esporos da bactéria, dessa forma a bactéria se aproveita da abertura feita e entra direto na corrente sanguínea.

É uma doença infecciosa grave, não contagiosa, causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium tetani. Essa bactéria é encontrada nas fezes de animais e de seres humanos, na terra, nas plantas, em objetos e pode contaminar as pessoas que tenham lesões na pele (feridas, arranhaduras, cortes, mordidas de animais etc.), pelas quais o microrganismo possa penetrar, provocando o tétano acidental.

Sintomas

A toxina produzida pela bactéria ataca, principalmente, o sistema nervoso central, provocando:

– Rigidez muscular em todo o corpo, mas principalmente no pescoço;
– Dificuldade para abrir a boca e para engolir;
– Riso convulsivo, involuntário, produzido por espasmos dos músculos da face.

A contratura muscular pode atingir os músculos respiratórios e pôr em risco a vida da pessoa.

Tratamento

O tétano é uma doença grave e às vezes fatal, caso a pessoa não seja atendida prontamente num hospital. No tratamento, são utilizados antibióticos, relaxantes musculares, sedativos, imunoglobulina antitetânica e, na falta dela, soro antitetânico.

Prevenção

O tétano é uma doença que pode ser evitada desde que alguns cuidados sejam observados:

– Manter o esquema de vacinação em dia. Crianças com até cinco anos de idade devem receber a vacina tríplice contra tétano e, a partir dessa idade, a vacina dupla (contra difteria e tétano). Muitos adultos jamais tomaram a vacina dupla e, mesmo os que já tomaram, costumam esquecer-se das doses de reforço, que devem ser tomadas a cada dez anos para garantir a proteção contra a doença e podem ser obtidas em qualquer posto de saúde;
– Limpar cuidadosamente com água e sabão todos os ferimentos para evitar a penetração da bactéria;
– No são apenas pregos e cercas enferrujadas que podem provocar a doença. A bactéria do tétano pode ser encontrada nos mais diversos ambientes.

Tétano neonatal

É uma doença infecciosa grave, não contagiosa, que acomete o recém-nascido nos primeiros 28 dias de vida, tendo como sintoma inicial dificuldade de sucção, irritabilidade e choro constante. É causada pela mesma bactéria que produz o tétano acidental e pode ser evitada pela vacinação adequada da mãe. Os filhos de mães vacinadas nos últimos cinco anos com três doses da vacina apresentam imunidade até os dois meses de idade.

Fatores de risco para o tétano neonatal

– Baixas coberturas da vacina antitetânica nas mulheres em idade fértil;
– Partos domiciliares assistidos por parteiras tradicionais ou outros sem capacitação e sem instrumentos adequados;
– Ausência ou baixa qualidade do acompanhamento pré-natal;
– Alta hospitalar precoce e acompanhamento deficiente do recém-nascido e da puérpera;
– Hábitos culturais associados a cuidados inadequados de higiene com o coto umbilical e com o recém-nascido.

 

 

Fonte: Ministério da Saúde

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20 nov 2020
difteria

A difteria é uma infecção grave que atinge nariz e garganta, a doença se manifesta por meio de placas esbranquiçadas nas amígdalas ou na laringe. É causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae que vive no nariz, na boca e garganta de pessoas infectadas. Geralmente os principais sintomas são febre e calafrios, mas pode gerar graves complicações, como a insuficiência cardíaca e paralisia.

Sobre a transmissão

A transmissão acontece por meio de via aérea respiratória, através das gotículas eliminadas pela tosse, espirro ou fala. Sendo assim, é importante saber que a transmissão pode ser feita até mesmo por assintomáticos, o processo de infecção e transmissão pode durar até 6 meses.

Entretanto, a doença não torna as pessoas que já se contaminaram imunes e por isso é importante se vacinar a cada dez anos. Com a finalidade do controle da infecção, é importante que pelo menos 80% da população esteja vacinada contra a difteria.

Nesse sentido, a doença tem maior incidência em regiões com cobertura vacinal baixa, locais onde não há acesso à uma boa condição sanitária e com aglomeração de pessoas.

Existe alguma época do ano que a difteria é mais suscetível?

difteria ocorre durante todos os períodos do ano e pode afetar todas as pessoas que não são vacinadas, de qualquer idade e de qualquer sexo.
Acontece com mais frequência nos meses frios e secos (outono e inverno), quando é mais comum a ocorrência de infecções respiratórias, principalmente devido à aglomeração em ambientes fechados, que facilitam a transmissão da bactéria.

Como se prevenir?

A melhor forma de combater a doença é através da vacinação, que pode ser iniciada aos dois meses de vida e ao completar o esquema básico é reforçada a cada 10 anos.

Doses

· 1° Dose

Esta é recomendada a partir das seis semanas de idade, com duas doses adicionais em quatro semanas, após o qual tem cerca de 95% de eficácia durante a infância.

· 2° Dose

Além das primeiras doses, são recomendadas mais três doses durante a infância. As doses de reforço a cada dez anos não são mais recomendadas.
*A vacina é segura na gravidez e entre aqueles que têm uma função imune deficiente.

 

Fonte: Vitta

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16 nov 2020
Coqueluche

A coqueluche ou “tosse comprida” como é conhecida popularmente, é uma doença bastante conhecida por uma sequência de tosse seca intercalada pela ingestão de ar que provoca uma espécie de chiado. Sendo assim, essa tosse pode resultar em apneia e prejuízo da oxigenação do sangue.  Além da respiração, esse processo também prejudica a alimentação e pode causar ainda pneumonia, convulsões, comprometimento do sistema nervoso e morte.

Coqueluche em bebês

Mortes associadas à doença são raras, mas podem acontecer principalmente em bebês. Por isso, é muito importante que grávidas e outras pessoas que entrarão em contato com uma criança recém-nascida sejam vacinadas contra a coqueluche (vacina tríplice bacteriana).

Sintomas

A doença evolui em três fases sucessivas. A fase catarral inicia-se com manifestações respiratórias e sintomas leves, que podem ser confundidos com uma gripe: febre, coriza, mal-estar e tosse seca. Em seguida, há acessos de tosse seca contínua. Na fase aguda, os acessos de tosse são finalizados por inspiração forçada e prolongada, vômitos que provocam dificuldade de beber, comer e respirar. Na convalescença, os acessos de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum. Bebês menores de seis meses são os mais propensos a apresentar formas graves da doença, que podem causar desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e levar à morte.

Fatores de risco

Menor efeito da vacinação após anos: Os dois principais fatores de risco para se contrair coqueluche são referentes à vacinação. Pode ser que a vacina que você tomou quando bebê pare de fazer efeito com o passar dos anos, tornando você suscetível à doença novamente.

Falta de vacinação: Além disso, as crianças não são totalmente imunes à coqueluche até que tenham recebido as três doses necessárias da vacina pentavalente (aquela que previne contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae B). Em alguns casos, pode ser que ela contraia a doença nesse intervalo.

Prevenção da coqueluche

A melhor forma de prevenir a coqueluche é através da vacinação. No Brasil, há duas vacinas que evitam o contágio da doença e que são oferecidas gratuitamente em postos de saúde por todo o país.

É importante notar que a imunização não oferece proteção permanente contra a doença, podendo durar até dez anos sem prejuízos. No entanto, pessoas vacinadas dificilmente contraem coqueluche ao longo da vida.

Vacina pentavalente: a vacina pentavalente é dada em três doses diferentes e previne contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae B.

  • Primeira dose: aos dois meses de vida do bebê
  • Segunda dose: aos quatro meses de vida do bebê
  • Terceira dose: aos seis meses de vida do bebê

Vacina DTP (tríplice bacteriana): a vacina tríplice bacteriana é dada em duas doses de reforço e previne contra difteria, tétano e coqueluche.

  • Primeiro reforço: aos quinze meses de vida da criança
  • Segundo reforço: aos quatro anos de idade da criança

 

 

Fontes: Minha Vida/FIOCRUZ

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12 nov 2020
Prematuro

O mês de novembro é dedicado à conscientização da prematuridade e suas possíveis causas. A falta de assistência médica de qualidade prestada à gestante é um fator que deve ser levado em consideração, uma vez que uma infecção de urina, por exemplo, se não detectada e tratada pode resultar na prematuridade.
Para contribuir com a conscientização sobre o tema, vamos compartilhar o calendário vacinal do prematuro.

Palivizumabe

Trata-se de uma imunoglobulina, que é um anticorpo “pronto” que previne contra infecções específicas contra o vírus sincicial respiratório, atualmente é a única maneira de prevenir quadros graves de infecções respiratórias em crianças prematuras.
A Palivizumabe é indicada no calendário do prematuro para os recém-nascidos pré-termo, com menos de 29 semanas de idade gestacional, para aqueles nascidos entre 29 e 32 semanas até o 6º mês de vida e para portadores de doenças cardíacas e pulmonares nos dois primeiros anos de vida, independente da idade gestacional.

Hepatite B

Para a vacinação rotineira de crianças, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) adotou o esquema de quatro doses: uma dose em formulação isolada ao nascimento e doses aos 2, 4 e 6 meses de vida, incluídas na vacina pentavalente de células inteiras. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam os esquemas de quatro doses (adotado pelo PNI) ou de três doses: ao nascimento, em formulação isolada, e aos 2 e 6 meses de vida, como parte da vacina hexavalente acelular. Aos 4 meses é recomendada a vacina penta acelular, que não contém o antígeno hepatite B em sua formulação.

Confira o calendário completo do prematuro clicando aqui!

 

Fontes: Familia.SIMm.org.br/Revista Crescer

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06 nov 2020
rubéola

A rubéola é uma infecção causada pelo Rubella virus e pode ser transmitida através de gotículas de secreção nasal e saliva. A Rubéola é mais uma doença que evidencia o impacto da proteção individual na saúde coletiva, uma vez que um grande número de pessoas infectadas com o vírus não apresenta sintomas ou apresenta forma leve, dificultando o diagnóstico.

O quadro geralmente caracteriza-se pela presença de inchaço dos gânglios atrás do pescoço, febre não muito alta, manchas avermelhadas pelo corpo e, ocasionalmente, dores nas articulações.

Gravidas infectadas tem alto risco de promover abortamento ou dar à luz um bebê com deficiência auditiva e/ou visual, lesão no coração, malformações no cérebro e deficiência mental. Essa é a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) e a chance de ela ocorrer é de até 80%, dependendo da fase da gravidez em que a gestante for infectada!

Transmissão:

A transmissão do Rubella virus se dá por meio da aspiração de gotículas de saliva e/ou secreção nasal.

Para prevenir a infecção, a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) foi gradativamente implantada na rotina infantil entre 1992 e 2000, e desde 1998 também são realizadas campanhas públicas de vacinação para mulheres em idade fértil e homens. Como resultado dessa estratégia, desde 2010 não foram confirmados mais casos de rubéola no Brasil. Em 2015, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) declarou a erradicação da doença e da SRC nas Américas.

Para manter esse status é preciso continuar atento à vacinação. Ela é segura e produz imunidade permanente.

Prevenção

Vacinação é o meio mais seguro e eficaz de se prevenir rubéola. A vacina da rubéola é recomendada para todas as crianças. Normalmente, é aplicada em bebês de 12 a 15 meses, mas algumas vezes é administrada antes e durante epidemias. Uma segunda vacinação (reforço) é aplicada rotineiramente em crianças entre quatro e seis anos. A tríplice viral é uma vacina combinada que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Já a vacina tetra viral protege também contra catapora.

 

 

 

Fontes: SBIm/Minha Vida

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02 nov 2020
Caxumba

A caxumba é uma doença viral, causada pelo vírus Paramyxovirus, também conhecida como papeira. A caxumba e é transmitida através do contato com gotículas de saliva de uma pessoa infectada. As pessoas que já tiveram caxumba adquirem imunidade à doença.

Apesar de ser uma doença mais comum na infância, os adultos também devem se preocupar com a caxumba, pois desenvolvem a caxumba de forma mais grave. 85% dos não vacinados tendem a desenvolver e 33% deles não desenvolvem sintomas, apenas transmitem o vírus.

Quais são os sintomas da caxumba?

O sintoma mais característico, presente em 65% dos casos, é o inchaço nas bochechas e na mandíbula, produzido pelo aumento das glândulas salivares. A doença causa febre, dor de cabeça e pode acometer outras glândulas como o testículo, o que, em episódios mais graves, leva até mesmo à esterilidade. Além disso, uma em cada dez pessoas pode desenvolver meningite viral (inflamação das membranas do cérebro).

Leia também: Idosos devem se vacinar contra pneumonia para evitar complicações do novo coronavírus

Uma vez infectada com caxumba, a pessoa pode contaminar outros no período entre seis dias antes do início dos sintomas até cerca de 9 dias após início dos sintomas. O período de incubação (tempo até o início dos sintomas) pode ser de 14 a 25 dias, sendo mais comum ocorrer entre 16 a 18 dias.

Alguns anos atrás a vacina tríplice viral não fazia parte do calendário de rotina de vacinação assim, sendo assim muitos adultos não são vacinados com duas doses da vacina, o que contribuiu para o aumento do número de casos nos últimos anos.

Não há tratamento para a caxumba, e dessa forma, a vacinação se torna ainda mais importante na prevenção da doença.

É importante destacar que pessoas vacinadas podem adoecer durante surtos, que não são raros, visto que a eficácia da vacina após a aplicação das duas doses recomendadas é de 80%-90%. As chances de surtos e de infecção de vacinados, no entanto, caem muito se todos — incluindo adolescentes e adultos — se imunizarem. Quanto maior a cobertura vacinal, menor a circulação de vírus no ambiente.

 

Fonte: SBIm/Minha Vida

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26 out 2020
tríplice viral

O sarampo é uma doença viral que se manifesta normalmente causando alterações na pele, possui nível de transmissão muito alto e é comum que se desenvolva de maneira mais grave. Entre as principais complicações, principalmente em menores de 2 anos a adultos jovens, estão as infecções respiratórias, a otite (infecção do ouvido e orelha), as doenças diarreicas e neurológicas (encefalite).
Em 2015 um estudo evidenciou que o sarampo pode afetar o sistema imunológico por até três anos após o quadro clínico agudo. Ao se espalhar pelo organismo, o vírus do sarampo é capaz de causar inflamação dos pequenos vasos sanguíneos (vasculite) e diversos sintomas como febre alta (acima de 38,5°C), manchas vermelhas por todo o corpo, tosse, secreção nasal intensa, conjuntivite e pequenos pontos brancos na mucosa da boca (manchas de Koplik), característicos da doença.
É uma doença que afeta o mundo todo, todas as faixas etárias podem desenvolver formas graves da doença e tem picos de infecção entre o inverno e a primavera. No Brasil as infecções tendem a aumentar após períodos chuvosos.
Nos países que mantêm altos níveis de vacinação o número de casos é menor.

Sarampo no Brasil

Uma das principais causas de mortalidade infantil no passado, o sarampo foi sendo gradativamente controlado no Brasil graças às políticas de vacinação conduzidas ao longo de décadas, com destaque para o Plano Nacional de Eliminação do Sarampo, de 1992. Em 2016, o Brasil e as Américas foram reconhecidos pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) como área livre do sarampo.
Infelizmente, devido à queda nas coberturas vacinais, o contato de pessoas que contraíram a doença no exterior com brasileiros não vacinados levou à ocorrência, a partir de 2018, de surtos sustentados de grandes proporções — especialmente no Amazonas, Roraima e São Paulo. Com isso, o país deixou de atender aos requisitos necessários para manter o certificado de eliminação.
Desde então, estratégias públicas de vacinação e vigilância vem sendo implementadas para tentar reverter o quadro no país.

 

Fonte: Familia SBIm

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24 out 2020
24 de Outubro: Dia Mundial de Combate à Poliomielite

Dia 24 de outubro é celebrado o Dia Mundial de Combate à Poliomielite, uma doença viral que pode levar à paralisia em questão de horas. A poliomielite também é conhecida como “paralisia infantil”, mas é importante saber que ela pode afetar tanto crianças como adultos. Nos últimos anos nota-se a baixa cobertura vacinal contra a poliomielite, o que preocupa o Ministério da Saúde.

Causas

A poliomielite é uma doença causada pela infecção do poliovírus, que se espalha por contato direto pessoa a pessoa e também por contato com muco, catarro ou fezes infectadas.

O vírus entra por meio da boca e do nariz e se multiplica na garganta e no trato intestinal. Dali, alcança a corrente sanguínea e pode atingir o cérebro. Quando a infecção ataca o sistema nervoso, destrói os neurônios motores e provoca paralisia nos membros inferiores. A pólio pode, inclusive, levar o indivíduo à morte se forem infectadas as células nervosas que controlam os músculos respiratórios e de deglutição.

O período de incubação do vírus, ou seja, tempo que leva entre a infecção e surgimento dos primeiros sintomas, varia de cinco a 35 dias, mas a média é de uma a duas semanas.

Fatores de risco

Uma pessoa está em maior risco de contrair poliomielite se não foi devidamente imunizada contra a doença. Em áreas com más condições de saneamento básico e com ausência de programas de imunização, a população torna-se mais vulnerável ao poliovírus, principalmente crianças até os cinco anos de idade – daí o nome “paralisia infantil”. Mulheres grávidas, idosos e pessoas com sistema imunológico enfraquecido, como portadores de HIV, são especialmente suscetíveis a contrair a doença.

Sem a vacina, outros fatores também podem aumentar o risco, como:

  • Viajar para uma área onde a poliomielite é comum
  • Viver ou cuidar de alguém que possa estar infectado com o poliovírus
  • Ter extraído as amígdalas por amigdalectomia
  • Estresse extremo ou a atividade física extenuante após ter sido exposto ao vírus, uma vez que o esgotamento pode deprimir o sistema imunológico e tornar o corpo mais vulnerável à infecção.

Dia Mundial da Pólio

O Dia Mundial Contra a Pólio foi criado pela Rotary Internacional há uma década para comemorar o nascimento de Jonak Salk, que liderou a primeira equipe a desenvolver uma vacina contra a poliomielite. Desde então, o dia tem sido usado para aumentar a conscientização sobre a importância da vacinação na erradicação do vírus. O dia é comemorado todos os anos em 24 de outubro.

A vacina é administrada várias vezes em crianças menores de cinco anos protege durante a vida toda. A proteção contra poliomielite esta disponível em diversas vacinas: Hexavalente, DTP+IPV, Pentavalente do serviço privado, além da pólio oral e injetável disponíveis no serviço publico.

 

Fontes: Portal FioCruz/Minha Vida

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19 out 2020
Importância da vacinação em adultos

Em 2016 e 2017 o Brasil viveu um surto de febre amarela e a partir do ano de 2018 começou a registrar casos de sarampo, uma doença que não era registrada de forma autóctone há 18 anos. Ambos os surtos poderiam ser menores se não fosse a baixa taxa de cobertura vacinal, o que reforça a importância da vacinação em adultos.

A vacinação em adultos tem a função de proteger individualmente e coletivamente, além de controlar e/ou erradicar diversas doenças no mundo.

Atualmente, o Ministério da Saúde oferece quatro tipos de proteção para as faixas etárias mais elevadas na rotina do Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). São elas: Hepatite B, dT (difteria e tétano), Febre Amarela e Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola).

Por que o adulto não se vacina? 

Apesar de o governo oferecer diversas vacinas gratuitamente em todo o território nacional, dados do documento Coberturas Vacinais no Brasil, apresentado pelo MS em 2015, mostram que as taxas de proteção entre os adultos estão abaixo do ideal – que varia entre 95% e 100%, dependendo da patologia que se está combatendo.

A da influenza, por exemplo, em 2014 ficou em 86,1%. Já a da Hepatite B, em 61,9% na faixa etária de 20 a 24 anos; 55,9%, na de 25 a 29; 20,8%, na de 30 a 39; 14%, na de 40 a 49, e 11,8%, na de 50 anos ou mais.

E as razões para isso são várias. Segundo Eliane Matos dos Santos, médica da Assessoria Clínica da Bio-Manguinhos, unidade produtora de imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), “a primeira delas é que muita gente acredita que vacina é apenas para criança, desconhecendo que existe um calendário específico para quem tem a partir de 20 anos”.

Além disso, há quem tenha medo das reações. “Algumas eventuais, como dor no local da aplicação e febre baixa, até ocorrem, mas a doença é sempre mais grave do que os eventos adversos que a vacina pode causar. O importante é o profissional de saúde estar bem preparado para informar e orientar” acrescenta a especialista.

Ela ainda aproveita para afirmar a segurança deste tipo de proteção: “Antes de serem registradas e colocadas à disposição nos postos de saúde, as vacinas passam por uma série de estudos clínicos bem criteriosos. Até elas chegaram ao mercado pode demorar de cinco a 15 anos, e mesmo depois de licenciadas continuamos fazendo o acompanhamento”.

Para Cunha, da SBIm Nacional, o que também faz com que o adulto não se vacine é a falsa sensação de segurança. “Como muitas doenças estão controladas, as pessoas acham que não precisam se imunizar. A maioria só vai atrás quando as notícias começam a aparecer com mais frequência e, principalmente, quando ocorrem mortes, como aconteceu com o sarampo e a febre amarela.”

Outra questão que dificulta a busca pela vacina são as fake news, divulgadas o tempo todo nas redes sociais e nos aplicativos de conversa. Combatê-las não é tarefa fácil, porém, o MS informa que diariamente avalia mais de 7 mil menções do que pode ser um foco de desinformação proposital para espalhar boatos sobre saúde e, caso necessário, realiza uma intervenção para esclarecê-las.

 

 

Fonte: BBC

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16 out 2020
Campanha de Multivacinação e Poliomielite

Durante o mês outubro está sendo realizada a Campanha de Multivacinação e a Campanha de Vacinação Contra Poliomielite, crianças menores de 5 anos são o público alvo da vacina de poliomielite.  A estimativa do Ministério da Saúde é que haja no país 11,2 milhões de crianças nessa faixa etária, e a meta é imunizar 95% desse público.

Esta ação tem como objetivos reduzir o risco de reintrodução do poliovírus selvagem no país, oportunizar o acesso às vacinas, atualizar a situação vacinal, aumentar as coberturas vacinais e homogeneidade, diminuir a incidência das doenças imunopreveníveis e contribuir para o controle, eliminação e/ou erradicação dessas doenças.

O Ministério da Saúde, diante do cenário do novo coronavírus, destaca a necessidade de vacinar o maior número possível de crianças e adolescentes, adotando-se todas as medidas de proteção amplamente divulgadas, para diminuir o risco de contágio da doença tanto entre os trabalhadores da saúde quanto da população.

Leia também: Baixa taxa de cobertura vacinal de Poliomielite é alarmante

Tendo em vista a complexidade do atual Calendário Nacional de Vacinação, que dispõe de pelo menos 14 vacinas para as crianças e cinco para os adolescentes, é fundamental que toda a população alvo compareça aos serviços de saúde levando a caderneta de vacinação, para que os profissionais de saúde possam avaliar se há alguma vacina que ainda não foi administrada ou se há doses que necessitam ser aplicadas para completar o esquema vacinal de cada vacina preconizada atualmente pelos calendários vacinais.

 

 

Fontes: Agência Brasil/SBIm

 

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