04 dez 2019

Há cerca de 150 tipos de HPV, dos quais por volta de 13 são capazes de causar câncer. O HPV está relacionado a 99% dos casos de câncer de colo de útero, 63% dos casos de câncer de pênis, 91% dos casos de câncer de ânus, 75% dos casos de câncer de vagina, 72% dos casos de câncer de orofaringe e 69% dos casos de câncer de vulva. O vírus também pode acarretar verrugas genitais, é um problema de saúde pública que merece atenção.

Além de ser extremamente comum: estimativas apontam que a probabilidade de infecção em algum momento da vida é de 91,3% para homens e 84,6% para mulheres, mais de 80% das pessoas de ambos os sexos contraem o vírus antes dos 45 anos.

O Brasil tem em 2019 duas vacinas HPV licenciadas: a bivalente, que previne os tipos 16 e 18 e a quadrivalente, que previne os tipos 6, 11, 16 e 18. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece a vacina quadrivalente para meninas de 9 a 14 anos, meninos de 11 a 14 anos e indivíduos de 9 a 26 anos de ambos os sexos nas seguintes condições: convivendo com HIV/AIDS; pacientes oncológicos em quimioterapia e/ou radioterapia; transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea.

Os tipos 16 e 18, presentes na vacina, são responsáveis por 70% dos cânceres de colo de útero. Os tipos 6 e 11, também inclusos na vacina, estão associados a 90% das verrugas genitais. A eficácia de ambas as vacinas é próxima de 100%.

De cinco a oito anos após a introdução da vacina quadrivalente no sistema público houve redução de prevalência do HPV 16 e 18 em 83% nas meninas de 13 a 19 anos; 66% nas mulheres de 20 a 24 anos; e 37% nas mulheres de 25 a 29 anos.

O uso de camisinha diminui a chance, mas não elimina a possibilidade de infecção pelo HPV. Com exceção da abstinência sexual por toda a vida, a vacina é a medida preventiva mais eficaz.

 

FONTE: https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/comunicado-sbimsbpsbifebrasgoabptgicsbmt-vacinahpv-final.pdf

 

 

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